sábado, 9 de abril de 2011

Fatores de Perigo - Preocupação com Processos e Materiais

Estudo realizado pela "American Insurance Association" analisou milhares de incêndios e explosões e o resultado acabou se materializando na publicação "Hazard Suvey of Chemical and Allied Industries".
Como resultado reuniram-se os fatores de perigo nos 9 grupos resumidamente a seguir:

 1- LOCALIZAÇÃO DA INDÚSTRIA
  • Exposição invulgar às calamidades naturais, tais como tempestades, inundações e terremotos
  • Localização deficiente com respeito a abastecimento de água ou outras utilidades.
  • Exposição a grandes riscos de indústrias vizinhas
  • Incerteza da proteção do Corpo de bombeiros
  • Dificuldade para a destinação de resíduos
2- ESPAÇAMENTO E LAY-OUT INADEQUADOS
  • Áreas de processo e de espaçamentos inadequados
  • Falta de isolamento para operações extras-perigosas
  • Exposição de equipamento de alto valor e de difícil reposição
  • Falta de saída de emergência apropriadas
  • Espaço insuficiente para manutenção ou operações de emergência
  • Fontes de ignição muito próximas dos riscos
  • Locais críticos da indústria expostos a riscos
  • Classificação inadequada dos riscos nas áreas da indústria
3- EDIFICAÇÃO E ESTRUTURA EM DESACORDO COM OS REGULAMENTOS
  • As exigências do Código de Edificações e outros códigos não são atendidas
  • Falta de estruturas resistentes ao fogo onde necessário
  • Deficiência no isolamento ou na compartimentação para isolar operações extra perigosas
  • Ventilação das edificações e "vents" de explosões inadequadas
  • Saídas insuficientes
  • Instalações elétricas em desacordo com os códigos
  • Fiação elétrica crítica desprotegida
4- AVALIAÇÃO INADEQUADA DOS MATERIAIS
  • Avaliação inadequada das características de fogo e de instabilidade dos materiais envolvidos
  • Falta de se estabelecer um controle das quantidades dos materiais envolvidos
  • Avaliação inadequada dos efeito do processo no meio ambiente
  • Riscos da toxidade dos materiais não devidamente avaliadas
  • Inventário incompleto dos materiais perigosos da indústria
  • Inadequada classificação e acondicionamento dos produtos químicos
5- PROBLEMAS DO PROCESSO QUÍMICO
  • Falta de informações sobre as variações de temperatura e pressão do processo
  • Riscos devido a produtos ou reações secundárias
  • Avaliação inadequada das reações do processo
  • Falta de identificação dos processos sujeitos a reações explosivas
  • Avaliação inadequada do meio ambiente
  • Condições extremas do processo vistas negligentemente
6- PROBLEMAS DE MOVIMENTAÇÃO DOS MATERIAIS
  • Riscos decorrentes da falta de controle dos produtos químicos durante as operações
  • Controle inadequado de pós perigosos
  • Problema das tubulações
  • Identificação imprópria dos materiais perigosos durante o transporte
  • Problemas de carregamento e descarregamento na indústria
  • Problemas com gases e vapores inflamáveis
  • Controle inadequado das operações de transferência de calor
  • Explosões em transportadoras pneumáticas
  • Problemas referentes a resíduos e poluição ambiental
7- FALHAS OPERACIONAIS
  • Falta de descrições detalhadas e dos procedimentos recomendados para todas as operações da indústria
  • Programa de treinamento deficiente
  • Falta de supervisão
  • Procedimentos inadequados nas paradas e nas partidas
  • Programas deficientes de inspeção e de limpeza e arrumação
  • Controle inadequado de riscos através do sistema de permissões
  • Falta de planos de controle de emergências
  • Manobras inadequadas
8- FALHAS DE EQUIPAMENTO
  • Riscos desenvolvidos no projeto do equipamento
  • Falhas devido a corrosão ou erosão
  • Fadiga do metal
  • Fabricação defeituosa
  • Controles inadequados (o processo excede as limitações do projeto)
  • Programa deficiente de manutenção
  • Programa deficiente de peças de reposição
  • Falta de instrumentação à prova de falhas
  • Verificação deficiente dos critérios de construção ou das especificações dos materiais
9- PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DEFICIENTES
  • Apoio inadequado da alta direção
  • Falta de designação de responsabilidades
  • Programa deficiente de prevenção de acidentes
  • Insuficiência de pessoal, equipamentos e de organização para combater incêndios
  • Inefetivo programa de controle e prevenção de explosões
  • Falta de planos de emergência
  • Verificação deficiente nas caldeiras e dos riscos dos equipamentos
  • Falta de coordenação entre a prevenção de acidentes e outros setores da indústria
  • Inefetiva investigação de acidentes
Em vista disto, muita atenção a vossa organização evitando perdas materiais e o que temos de mais valioso: A VIDA HUMANA

sexta-feira, 8 de abril de 2011

As práticas zooterapêuticas são fonte de saúde e felicidade

Sabedoria popular já tinha percebido os efeitos positivos

Os preconceitos contra a zooterapia estão sendo superados. A terapia assistida por animais e a mediação por animais são assistências terapêuticas. Nada a ver com a Rede Cegonha, tema de conversa próxima. Era ignorância crer que da relação afetiva de seres humanos e animais não decorreriam benefícios à saúde humana.

Hipócrates (460-377 a. C.), no século III a. C., louvava os benefícios da cavalgada para tratar doenças neurológicas. Está cientificamente comprovado o uso do cavalo, em todos os esportes equestres, como agente terapêutico coadjuvante em neurologia e psiquiatria. No Brasil, a pioneira da zooterapia, com gatos e cães, foi a psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999).

A zooterapia ou Terapia Assistida por Animais (TAA) data de 1792, na Society of Friends, Inglaterra, onde o dr. William Tuke, pioneiro no tratamento de doentes mentais sem coerção, dizia que os animais propiciavam autocontrole. No século XVIII, o Retiro de York, na Inglaterra, criava animais em seus pátios por constatar que os doentes ficavam mais calmos após contato com eles. Fato comprovado pelo norte-americano Boris M. Levinson, cujos estudos "registram para a ciência e a prática a riqueza do potencial terapêutico da relação entre pessoas e animais" (1960).

O Instituto Technion, em Israel, realizou estudo com esquizofrênicos, tendo cães como coterapeutas - por dez semanas, um grupo participou de consultas com a presença de cães e outro só com o terapeuta. Quem esteve com os cães reagiu melhor aos estímulos nas sessões (2005). Todos os animais domesticados, como cães (presentes em 80% das práticas zooterapêuticas), gatos, coelhos, porcos, aves, cavalos, burros, jumentos, carneiros, cabritos e bezerros, podem ser usados para fins fisioterápicos e psicoterápicos.

Em São Paulo, há o projeto Dr. Escargot (Fátima Martins) e, em Manaus, o Pró-Répteis, com cobras, lagartos e aranhas (Del Nero) e com botos (Igor Simões). É indiscutível o poder calmante dos aquários. "Observar e cuidar de peixes religou-me à vida", disse um bipolar. A zooterapia já é disciplina em várias faculdades de medicina e de veterinária do Brasil e usada em hospitais, escolas, creches, asilos e em presídios, com resultados promissores.

Destaca-se o sucesso impressionante da zooterapia na ressocialização de presidiários; no tratamento de drogadização; e em casos de expressividade antissocial, - como Transtorno de Personalidade Antissocial (TPS) ou Distúrbio da Personalidade Antissocial (DPA); Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA); e Transtorno de Espectro Bipolar, a antiga Psicose Maníaco-Depressiva (PMD).

A constatação é alvissareira: transtornos químicos que alteram o funcionamento do cérebro são positivamente influenciados pela zooterapia, tanto a TAA quanto a mediação por animais - incluindo a técnica de "portage" (do francês: être portée - deixar-se levar) da asinomediação, terapia equestre com jumento (ou burro), cujo foco não é a montaria, mas os cuidados com o animal, banho e alimentação, e levá-lo para passear, vincando uma nova forma de linguagem e comunicação, pois as emoções e sensações de relaxamento do contato com o animal geram bem-estar psicológico e social.

"Portage" lembra-me Lequer, maluco oficial de minha cidade natal que amava cuidar e puxar jumentos pelo cabresto, rua acima, rua abaixo! O que dá razão à sabedoria popular que ter um animal de estimação é fonte de bem-estar e de felicidade.
 Médica e escritora. É do Conselho Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução e do Conselho da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe. Indicada ao Prêmio Nobel da paz 2005.
Fatima Oliveira 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

ISO/IEC 17025: A Nova Norma para Laboratórios de Ensaio e Calibração


Internacionalmente, o processo de padronização das atividades dos laboratórios de ensaio e calibração teve início com a publicação da ISO/IEC Guia 25 em 1978, revisado posteriormente em 1993. Na Europa, em razão da não aceitação da ISO Guia 25, vigorava a EN 45001 como norma para reconhecer a competência dos ensaios e calibrações realizadas pelos laboratórios.
Tanto a ISO Guia 25 como a EN 45001 continham aspectos cujos níveis de detalhamento eram insuficientes para permitir uma aplicação/interpretação consistente e sem ambigüidades, como por exemplo, o conteúdo mínimo a ser apresentado na declaração da política da qualidade do laboratório, a rastreabilidade das medições, as operações relacionadas às amostragens e o uso de meios eletrônicos. Para suprir essas lacunas, a ISO iniciou em 1995 os trabalhos de revisão da ISO Guia 25 através do Working Group 10 (WG 10) da ISO/CASCO (Committee on Conformity Assessment). Dessa revisão resultou a norma ISO/IEC 17025 - Requisitos gerais para a competência de laboratórios de ensaio e calibração, oficialmente datada de 15 de dezembro de 1999 e publicada internacionalmente no início do ano 2000. No Brasil, foi publicada pela ABNT a NBR/ISO/IEC 17025 em janeiro de 2001.
A ISO/IEC 17025 foi produzida como resultado de ampla experiência na implementação da ISO Guia 25 e da EN 45001, que são canceladas e substituídas de modo a serem utilizados textos idênticos nos níveis internacional e regionalmente. Ela estabelece os critérios para aqueles laboratórios que desejam demonstrar sua competência técnica, que possuem um sistema da qualidade efetivo e que são capazes de produzir resultados tecnicamente válidos. Os principais objetivos da 17025 são:
  • Extensão do escopo em relação à ISO Guia 25, abrangendo também amostragem e desenvolvimento de novos métodos;
  • Estabelecer uma relação mais estreita, clara e sem ambigüidade com a ISO 9001 e 9002 (a 17025 é de 1999, portanto antes da publicação da 9001:2000).

As principais modificações introduzidas pela 17025 com relação à ISO Guia 25 podem ser divididas em dois grupos: mudanças estruturais e mudanças conjunturais. As estruturais dizem respeito à introdução de novos conceitos e enfoques bem como ao ordenamento e disposição dos requisitos listados na ISO/IEC 17025, cuja apresentação difere completamente da estrutura existente na ISO Guia 25. São diferenças não apenas de forma mas também de conteúdo, e que demonstram claramente a preocupação da nova norma em estabelecer orientações gerais e modernas para que os laboratórios desenvolvam um sólido gerenciamento das suas atividades segundo padrões de qualidade reconhecidos internacionalmente. Além disso, o aprofundamento de alguns requisitos de caráter técnico, antes superficiais na ISO Guia 25, propiciarão melhores condições para que os laboratórios demonstrem de forma mais consistente sua competência técnica. Dentre as principais mudanças de caráter estrutural introduzidas pela 17025 destacam-se:
  • Foi incluído o requisito que trata das ações preventivas a serem tomadas pelo laboratório (item 4.11), através do qual deverão ser identificadas oportunidades de melhoria;
  • Como conseqüência da extensão do escopo com o desenvolvimento de novos métodos pelo laboratório (item 5.4.3), critérios e orientações específicos foram estabelecidos para a validação de métodos (item 5.4.5);
  • Compatibilidade e convergência com as normas ISO 9001/9002. Foram incorporados na ISO/IEC 17025 todos os requisitos da 9001 e 9002 (ação preventiva, por exemplo) que são pertinentes ao escopo dos serviços de ensaio e calibração cobertos pelo sistema da qualidade do laboratório. Portanto, se os laboratórios de ensaio e calibração atenderem aos requisitos da 17025 eles operarão um sistema da qualidade que também estará de acordo com os requisitos da 9001 ou 9002. Contudo, para efeitos de credenciamento do laboratório, a existência de um sistema da qualidade é condição necessária mas não suficiente para o pleno atendimento da 17025, uma vez que os laboratórios terão que demonstrar ainda sua competência técnica para produzir dados e resultados tecnicamente válidos, o que não está presente na 9001 e nem na 9002. Com a nova versão da ISO 9001:2000, é provável que a ISO/CASCO forme um grupo de trabalho para estudar a possibilidade de serem feitos aditamentos técnicos para alinhar a ISO/IEC 17025:1999 com a ISO 9001:2000.

O segundo grupo de mudanças introduzidas pela 17025, em comparação à ISO Guia 25, são as diferenças de natureza conjuntural, ou seja, melhorias e modificações pontuais que se constituem em ponto de partida para a evolução de aspectos gerenciais e de competência técnica abordados anteriormente na ISO Guia 25 mas que, por estarem redigidos de forma pouco abrangente, davam margem à dúvidas, omissões e conflitos. Dentre essas mudanças destacam-se:
  • Como conseqüência do alinhamento da ISO/IEC 17025 com as ISO 9001 e 9002, o item 4.4 detalha em profundidade como deve ser desenvolvida a atividade de análise crítica dos pedidos, propostas e contratos, de modo a prover maior confiança na prestação dos serviços e no relacionamento entre o cliente e o laboratório;
  • A rastreabilidade das medições é tratada no item 5.6 de modo detalhado e abrangente, contendo inúmeras notas explicativas e de orientação. Há um tratamento diferenciado na ISO/IEC 17025 para a rastreabilidade a ser demonstrada pelos laboratórios de calibração (item 5.6.2.1) e pelos laboratórios de ensaio (item 5.6.2.2);
  • Destaque maior é dado à apresentação dos resultados dos ensaios e/ou calibrações, sendo este tópico muito mais extenso do que aquele contido na ISO Guia 25. Há um distinção clara entre a emissão de relatórios de ensaio (item 5.10.3) e a emissão de certificados de calibração (item 5.10.4). No item 5.10.5 são especificados os requisitos a serem cumpridos pelo laboratório quando forem incluídas opiniões e interpretações em um relatório de ensaio, o que antes não era obordado na ISO Guia 25.

À primeira vista, as modificações introduzidas pela ISO/IEC 17025:1999 dão a impressão de tê-la tornado uma norma mais rigorosa e "pesada" que a ISO Guia 25. De fato, aquela é agora mais extensa e descritiva do que esta. Entretanto, uma leitura cuidadosa da 17025 nos permite afirmar que ela, por ser mais detalhada e explicativa, é de aplicação mais pragmática e menos ambígua do que a ISO Guia 25. As regras do jogo foram modernizadas, os requisitos ficaram mais claros, pontos obscuros foram melhor explicitados e, por demanda dos laboratórios e como conseqüência da proliferação do uso de sistemas da qualidade, houve uma convergência completa com os requisitos das ISO 9001 e 9002. Como mencionado anteriormente, em um futuro não muito distante será necessário fazer um alinhamento entre a ISO/IEC 17025 e a nova ISO 9001:2000.
No mundo globalizado a padronização é de fundamental importância para viabilizar e incrementar as trocas comercias nos âmbitos nacional, regional e internacional. As organizações que desenvolvem suas atividades e operam os seus processos produtivos de acordo com normas e procedimentos harmonizados e aceitos como padrões, estarão em condições mais favoráveis para superar possíveis barreiras não-tarifárias e atender a requisitos técnicos especificados. Nesse contexto, a aplicação da ISO/IEC 17025 é de grande relevância econômica, pois confere um valor diferenciado aos certificados de calibração e aos relatórios de ensaio emitidos por laboratórios cuja competência técnica é reconhecida por um organismo de credenciamento. Esse reconhecimento poderá se reverter em vantagens econômicas para os laboratórios, tais como:
  • Laboratórios que fazem parte de organizações maiores e que operam em conformidade com os requisitos da ISO/IEC 17025, poderão comprovar que os produtos da organização foram ensaiados e são tecnicamente capazes de atenderem às especificações de desempenho, segurança e confiabilidade;
  • O crescimento das atividades de certificação de produtos representa um novo mercado a ser explorado pelos laboratórios de ensaio e/ou calibração;
  • Os resultados de ensaio e calibração poderão ser aceitos em outros países, desde que o laboratório utilize os critérios da ISO/IEC 17025 e seja credenciado por um organismo que estabeleça acordos de reconhecimento mútuo com organismos equivalentes de outros países. Este é o caso do INMETRO, que recentemente estabeleceu um acordo de reconhecimento mútuo com a European co-operation for Acreditation (EA);
  • Atender a exigências legais de autoridades regulamentadoras, como por exemplo, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária;
  • O uso da ISO/IEC 17025 facilitará a cooperação entre laboratórios e outros organismos, auxiliando na troca de informações e experiências, bem como na harmonização de normas e procedimentos, o que poderá significar redução de custos.

Em suma, a adequação das atividades gerenciais e técnicas do laboratório de acordo com os critérios da ISO/IEC 17025 deve ser vista não como um custo, mas como um investimento de médio e longo prazos e cujo retorno comercial e financeiro certamente será garantido pela comprovação da competência técnica do laboratório perante o mercado.

Referências Bibliográficas
BICHO, Galdino Guttmann e VALLE, Benjamin. Guia 25 - A ISO dos Laboratórios. Revista Banas Qualidade. São Paulo, nº 85, junho/99.
ISO/IEC 17025:1999(E). General requirements for the competence of testing and calibration laboratories. Genebra, first edition 1999-12-15.
SQUIRRELL, Allan. ISO/IEC 17025 - Intenções e características principais. Palestra apresentada no ENLAB 2000. São Paulo, 4 a 7 de dezembro de 2000.

Fonte: Revista Metrologia Instrumentação - Laboratórios & Controle de Processos, Ano I, nº 5, abril de 2001
  • Fidelização dos clientes atuais e conquista de novos clientes, uma vez que o credenciamento confirma e reconhece a competência técnica do laboratório para produzir dados e resultados tecnicamente válidos, o que aumenta a sua credibilidade perante o mercado;
  • Diferencial competitivo, fator de divulgação e marketing, o que poderá resultar em maior participação no mercado e, consequentemente, em maior lucratividade;

  • Inclusão de um requisito específico (item 4.10) para a implementação de ações corretivas;
  • Definição do conteúdo mínimo a ser contemplado na declaração da política da qualidade do laboratório;

  • Maior atenção deve ser dada aos clientes do laboratório (item 4.7 - Atendimento ao cliente). Deverá ser privilegiada uma cooperação mais estreita com os clientes no que tange aos aspectos contratuais e no acesso do cliente às áreas do laboratório para acompanhamento dos ensaios e/ou calibrações. Embora não sejam requisitos auditáveis, os laboratórios são encorajados a estabelecer canais de comunicação e obter feedback dos clientes;
  • Na ISO/IEC 17025 há uma nítida separação entre os requisitos gerenciais e os requisitos técnicos: a seção 4 contém os requisitos para a administração e a seção 5 especifica os requisitos para a competência técnica dos ensaios e/ou calibrações que o laboratório realiza. Essa separação facilita a condução das avaliações, quer sejam internas ou externas;

  • Facilitar a interpretação e a aplicação dos requisitos, evitando ao máximo opiniões divergentes e conflitantes. Ao incluir muitas notas que apresentam esclarecimentos sobre o texto, exemplos e orientações, a 17025 reduz a necessidade de documentos explicativos adicionais;
  • Estabelecer um padrão internacional e único para atestar a competência dos laboratórios para realizarem ensaios e/ou calibrações, incluindo amostragem. Tal padrão facilita o estabelecimento de acordos de reconhecimento mútuo entre os organismos de credenciamento nacionais;

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Doenças causadas pelo Pombo

O pombo-doméstico, Columba livia, não é ave nativa brasileira. É originário da Europa, tendo sido trazido para nosso país já domesticado. Soltos, permanecem próximos de armazéns, fábricas, das habitações humanas, onde podem causar problemas econômicos, de saúde e estéticos, necessitando de medidas de controle.



O Pombo pode causar doenças que você desconhece.

Suas fezes secas podem causar doenças pulmonares, algumas até fatais.
Carregam nas penas, piolhos que poem atacar o homem.

Entre as doenças mais conhecidas, transmitidas aos homens pelos pombos são:

  • TOXOPLASMOSE: Infecção celular
  • HISTOPLASMOSE: Doença respiratória causada por fungos
  • MININGITE CRIPTOCÓCICA: Doença respiratória causada por fungos
  • SALMONELOSE: Alimento contaminado pelo pombo, causa problemas intestinais ao homem
  • ENCEFALITE: Doença do Sistema Nervoso

Fonte: Evento
  1. Realização: Câmera Municipal de Maringá
  2. Apoio: Governo Popular de Maringá - Secretaria de Serviços Urbanos e Meio ambiente
  3. Evento Principal: 1º Fórum Ambiental de Maringá

terça-feira, 5 de abril de 2011

Histograma como Ferramenta de Qualidade para Soluções de Problemas

O Histograma é um gráfico de barras usado para organizar grande número de dados. Ele mostra as diferenças existentes em um conjunto de dados destacando o grau de variação que o processo tem dentro de si. Em linhas gerais, o Histograma tem a formande sino, ou seja, sobre ele pode ser traçada a "curva normal".

O Histograma é particularmente útil na análise preliminar de dados pois com ele se consegue:
  • Entendimento da distribuição de dados.
  • Cálculo dos valores médios e desvio padrão.
  • Comparação com padrões.
  • Comparação entre itens estratificados.
Um ponto muito importante na solução de problemas é criar Histogramas estratificados para descobrir áreas de problema e verificar resultados.

Para compreensão de como se faz e como se interpreta um Histograma usaremos um exemplo já postado no tema Check-List anteriormente:

Em uma indústria, foi realizada uma verificação do tempo de espera dos caminhões para carregamento de produto final aos clientes externos. Esse estudo foi elaborado para se conhecer o tempo médio e posteriormente diminuí-lo, atendendo assim a necessidade dos clientes com maior rapidez.

Tempo de espera em horas:
01--11--09--18--04--12--15--22--13--09--02--14--18--07--13--12--03
02--16--06--04--23--09--19--09--05--20--06--10--07--05--07--18--09
06--08--04--14--10--19--06--01--11--08--09--08--02--15--07--21




Tempo de espera na fila de caminhões para carregamento
Data: 05/01/2009Período: semana 4 - dezembro /2008
Responsável: Newton Marcelo Turno: Integral
TempoContagemSoma
< 5 horas/ / / / / / / / /09
de 5 a 10 horas/ / / / / / / / / / / / / / / / / / /19
de 10 a 15 horas/ / / / / / / / / / 10
de 15 a 20 horas/ / / / / / / /08
> 20 horas/ / / /04
TOTALn = 5050

Temos:

  • n= 50 = nº de ocorrências
  • Amplitude (R) = Maior - Menor Valor = 23-1 = 22
  • Nº de classes (K) = 5 (adotado conforme tabela)
Tabela:

n<5050 - 100100 - 250>250
K5 - 76 - 107 - 1210 -20


  • Intervalo de classe (H) = R/K = 22/5 =aproximadamente 5
  • Divisão em classes:
<> 

Classe
Freqüência
0 a 5
9


5 a 10
19


10 a 15
10


15 a 20
8


20 a 25
4





A partir do Histograma, pode-se portanto, visualizar e interpretar se este está dentro das especificações e verificar se a média está centrada.

Deve-se ficar atento quando aparecer picos isolados ou duplos pois isto pode ser evidência da necessidade de estratificação.

Maiores informações em tratamento estatístico com histograma ou outra ferramenta, gentileza contactar-me.

Para maior familiarização com as operações de Solução de Problemas, vide Postagens anteriores:
1- Metodologia de Soluções de Problemas - 07/03/2011
2- Check List como Ferramenta de solução de problemas - 13/03/2011
3- Gráfico de Pareto como ferramenta de Qualidade para solução de problemas - 15/03/2011
4- Estratificação como Ferramenta de Qualidade para soluções de problemas - 24/03/2011

5- Diagrama de causa efeito como Ferramenta de Qualidade para soluções de problema - 02/04/2011

domingo, 3 de abril de 2011

Importância da Leitura

Principais benefícios da leitura
•  Aquisição de conhecimento: com a leitura, ampliamos nosso conhecimento sobre assuntos específicos e gerais.
•  Estímulo à brincadeira: a leitura ajuda-nos a relaxar, levando-nos ao mundo do faz-de-conta, onde podemos projetar nossas emoções sem nenhum risco.
•  Estímulo à criatividade: a leitura mexe com a nossa imaginação, estimulando-nos a desenvolver prazerosamente nosso potencial criativo.
•  Desenvolvimento da capacidade de argumentar: a leitura estimula-nos a desenvolver argumentos consistentes e bem fundamentados.
•  Ampliação do vocabulário: com a leitura, conhecemos novas palavras e aprendemos a usá-las em seus diferentes e ricos sentidos.
•  Incentivo à reflexão e à formação de opinião: a leitura nos incentiva a pensar, a refletir, a formar uma opinião, a pôr em xeque nossas convicções e a chegar a uma conclusão.
•  Ampliação do campo de visão: a leitura nos permite "ver" um assunto sob outras perspectivas, o que estimula nossa capacidade de aceitar o novo e o diferente.
•  Confrontação de pontos de vista: a leitura nos leva a uma conversa com o autor, o que nos permite reforçar, esclarecer ou mudar nossos pontos de vista.
•  Utilização dos recursos da linguagem: a leitura nos permite aprender, com os bons autores, a utilizar, inventivamente, os recursos oferecidos pela linguagem.
•  Correção gramatical: com a leitura, aprendemos a escrever bem, de forma correta, pela observação, ou seja, naturalmente, sem esforço.
•  Estímulo ao pensamento abstrato: a leitura nos permite perceber a realidade pelo ângulo da fantasia, o que amplia nossa capacidade de pensar sobre o abstrato.
•  Estímulo à imaginação: quando lemos, vemos apenas palavras, mas logo formamos cenas na nossa tela mental, o que é muito estimulante para a imaginação.


 É através da leitura que as pessoas têm oportunidade de aprender a pensar e até a sonhar. A pessoa que desenvolve o hábito da leitura está abrindo uma porta gigantesca para experiências de vida onde a criação do autor pode ser desfrutada a qualquer hora, em qualquer lugar e quantas vezes quiser. Esta criação é compartilhada através do tempo se tornando imortal.
Através da leitura se tem acesso ao conhecimento.
Esta idéia de iniciar cedo o hábito da leitura ajuda a vencer a problemática dos estudantes que não gostam de ler. Como gostar, se em geral, iniciam o exercício da leitura, de forma obrigatória, sem o poder de decidir o tipo de literatura? O incentivo à leitura iniciado em casa e continuado na escola dá condições para “aprender a gostar” de ler, sentir prazer em navegar pelos oceanos do conhecimento.

1.º Vale a pena ler?
2.º Você gosta de ler? Quais livros você já leu?
3.º Como você escolhe suas leituras?

Ler é saber. O primeiro resultado da leitura é o aumento de conhecimento geral ou específico.
Ler é trocar. Ler não é só receber. Ler é comparar as experiências próprias com as narradas pelo escritor, comparar o próprio ponto de vista com o dele, recriando idéias e revendo conceitos.
Ler é dialogar. Quando lemos, estabelecemos um diálogo com a obra, compreendendo intenções do autor. Somos levados a fazer perguntas e procurar respostas.
Ler é exercitar o discernimento. Quando lemos, colocamo-nos de modo favorável ou não aos pontos de vista, pesamos argumentos e argumentamos dentro de nós mesmos, refletimos sobre opções dos personagens ou sobre as idéias defendidas pelo autor.
Ler é ampliar a percepção. Ler é ser motivado à observação de aspectos da vida que antes nos passavam despercebida.
Ler bons livros é capacitar-se para ler a vida.
Rita Foelker


Conforme Leonardo Boff, cada um lê com os olhos que tem. E interpretam onde os pés pisam.

Ler é viver melhor.

A leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil; e o escrever dá-lhe precisão.

Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.

Dupla delícia/ O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.

A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.

A leitura engrandece a alma.

A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde.

Muitos homens iniciaram uma nova era na sua vida a partir da leitura de um livro.

Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.


Einstein disse que a mente que se abre para uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.
• Ler por prazer;
• Ler para estudar;
• Ler para se informar.

Descrição e benefícios de cada uma:
  • Através da leitura realizada por prazer, é possível desenvolver a imaginação, embrenhando no mundo da imaginação, desenvolvendo a escuta lenta, enriquecendo o vocabulário, envolvendo linguagens diferenciadas.
  • A leitura voltada para o estudo é a mais cobrada pelos professores nas escolas. Ela desenvolve a capacidade de fixar idéias e a facilidade para expressá-las.
  • A leitura dinâmica e descontraída é uma das melhores formas de adquirir informações. O ideal é que se aprenda a ler textos informativos, artigos científicos, livros didáticos, paradidáticos, e etc. Podendo discuti-los com outra pessoa isso tornará mais interessante.
Enfim, podemos ressaltar que este hábito inteligente é pré-requisito até para uma simples conversa, havendo troca de conhecimentos e informações tornando-a mais audível e prazerosa.
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Não sei que sentido tem esta viagem que fui forçado a fazer, entre uma noite e outra noite, na companhia do universo inteiro. Sei que posso ler para me distrair. [...] e, de vez em quando, ergo os olhos do livro onde estou sentindo verdadeiramente, e vejo, como estrangeiro, a paisagem que foge [...] e tudo isso não é mais para mim do que um episódio do meu repouso, uma distração inerte em que descando os olhos das páginas demasiado lidas.
(Fernando Pessoa)