sábado, 2 de janeiro de 2016
sábado, 3 de janeiro de 2015
Conflito ou Problema ?
Sendo o fenômeno do conflito um fenômeno incontornável torna-se necessário a sua gestão e compreensão de modo a que as que as suas vantagens sejam aproveitados e os seus efeitos nefastos sejam diminuídos ou anulados.
A definição de Conflito é plural apresentando escasso consenso. Uma das definições mais sóbria pode ser “processo que se inicia quando um indivíduo ou um grupo se sente negativamente afetado por outra pessoa ou grupo” (De Dreu; 1997, p. 9) ou outra mais enfática como “Divergência de perspectivas, percebida como geradora de tensão por pelo menos uma das partes envolvidas numa determinada interação e que pode ou não
traduzir-se numa incompatibilidade de objetivos” (De Dreu & Weingart; 2002; Dimas, Lourenzo e & Miguez, 2005).
Convém esclarecer que Conflito é diferente de problema. Num Conflito existem partes em confronto e desenvolve-se uma atitude de hostilidade, enquanto num problema há um grupo de pessoas que trabalham em conjunto, desenvolvendo-se uma atitude de aproximação (Almeida, 1995).
Há quem feche os olhos e negue o
conflito. Há quem dê voltas e voltas patinando em busca de alternativas para resolvê-lo. Há
quem se renda e tenha o costume e sempre abrir mão de tudo para evitar
problemas. Outros preferem se impor pelo poder, agindo como verdadeiros
“tratores”, enquanto há aqueles que propõem sempre um compromisso em que cada
um ceda um pouco para chegar a um acordo.
Segundo a coach Mariella Gallo, ao
longo da carreira, invariavelmente, você vai topar com algum dos perfis acima
ao perceber-se em meio a um conflito. “Todos estes perfis estão presentes nas
empresas”, diz ela. No entanto, nenhum deles é o mais adequado na hora de
evitar ou de resolver um imbróglio durante o expediente.
Negar,
fugir, dar voltas ou atacar só vai piorar o problema, porque, como defende o
coach e consultor Karin Khoury no livro “Vire a página, estratégias para
resolver conflitos” (Editora Senac) o primeiro passo é perceber como a sua
participação contribui para o surgimento ou prolongamento do conflito (exame.com).
Enfrente um conflito lançando mão da abordagem mais adequada para o momento. Não ignore a situação, nem contemporize imaginando que o tempo curará o desentendimento. Com o passar do tempo, quase sempre, apenas tende-se a agravar a discórdia.
Todo problema ou conflito possui uma causa. Se essa for buscada, será encontrado também o culpado, mas fazendo apenas isso, desvia-se preciosa energia e tempo em vez de concentrar-se na solução que, a rigor, é a única saída para o desentendimento. Focalize sua atenção nos ganhos da solução e esqueça a sessão de acusações mútuas. Concentre-se no problema ou no comportamento das pessoas, e não na personalidade delas.Ouça amistosamente os argumentos da outra parte envolvida no conflito e, então, experimente persuadi-la com uma argumentação sequenciada e lógica.
Admitir um erro não o diminuirá ou o tornará vulnerável. Ao contrário, com isso, você adquirirá o respeito dos outros. Pois essa é uma forma de demonstrar que a sua intenção não é provar que você é perfeito ou infalível, mas sim buscar a melhor solução, mesmo que para isso tenha que admitir que falhou (Ernesto Berg).
sábado, 7 de setembro de 2013
BASES VOLÁTEIS TOTAIS - PESCADOS E PRODUTOS DE PESCADOS
Há indicação de que a manipulação pode influenciar a qualidade, ressaltando a importância de se adotar e se difundir as Boas Práticas de Manipulação – BPF e de métodos adequados de avaliação, controle e de conservação durante a estocagem, visando minimizar as alterações oriundas da deterioração de pescado.
Um conjunto de análises importantes e práticas detectam alterações provenientes de tais deteriorações de pescado e derivados, podendo assim avaliar a qualidade e o grau de conservação destes.
Determinações e avaliação conjunta de características organolépticas, microbiológicas, rancidez, reações para gás sulfídrico, potencial hidrogeniônico, indol (obtido na decomposição de carnes de camarão, caranguejo, siri, ostras e deve, portanto, ser pesquisados principalmente nestes produtos.), proteínas por cromatografia, bases voláteis totais e outras permitem precisar o estado físico-químico destes.
A deterioração e estado de putrefação é devida à ação enzimática e bacteriana e resulta em vários compostos nitrogenados, com maior frequência a trimetilamina, dimetilamina, amônia e ácidos voláteis.
A porcentagem de bases voláteis é uma indicação do grau de conservação.
A metodologia indicada na referência "Normas analíticas do Instituto Adolfo Lutz", vol. 1. Métodos Físicos e Químicos para Análise de Alimentos, capítulo 19, página 275; traz uma metodologia simples de ser aplicada e importante para avaliação:
MATERIAL E EQUIPAMENTOS:
- Vidro de Relógio
- Balão de Kjeldahl de 800 ml
- Proveta de 300 ml
- Refrigerante de Liebig
- Frasco de erlenmeyer de 500 ml
- Duas buretas de 15 ml
- Bandeja para homogeinização
- Espátula de inox
- Pisseta
- Destilador de Kjeldahl
- Purificador de água ( destilador / deionizador e/ou Osmose Reversa)
- Moinho refrigerado
- Balança analítica
- Relógio
REAGENTES:
- Ácido Sulfúrico 0,1 N ( f = 1,0000)
- Hidróxido de Sódio 0,1 N (f = 1,0000)
- Óxido de Magnésio
- Silicona antiespumante
- Solução de vermelho de metila a 0,2%, em álcool etílico P.A.
- Água destilada / deionizada ou purificada por osmose reversa
PROCEDIMENTO:
- Colete a amostra de acordo com as normas de representabilidade do lote
- Em avaliações específicas, colete amostras "spot" conseguindo assim a verificação de vários pontos sem diluição de amostras conformes com pontos não conforme
- Homogeinize
- Moer a amostra em moinho
- Homogeinize novamente
- Pese em balança analítica de 5 a 10 g da amostra
- Transfira para um balão de kjeldahl, junte 300 ml de água destilada / deionizada ou através de osmose reversa, 1 a 2 g de óxido de magnésio e algumas gotas de silicona antiespumante.
- Ligue o balão ao conjunto de destilação
- Aqueça até a ebulição e destile por 25 minutos
- Mergulhe a extremidade afilada do refrigerante em 15 ml de ácido sulfúrico 0,1 N, contido no frasco de erlenmeyer de 500 ml
- Adicione 3 gotas do indicador vermelho de metila
- Titule o excesso de ácido sulfúrico 0,1 N com solução de hidróxido de sódio 0,1 N
CÁLCULO:
BVT = ( V x 0,0014 x 100) / P
onde:
BVT = Bases Voláteis Totais em g de nitrogênio por cento p/p
V= Diferença entre o nº de ml de Ácido Sulfúrico 0,1 N adicionado e o nº de ml de solução de Hidróxido de Sódio 0,1 N gasto na titulação
P = nº de gramas da amostra.
RESULTADO DE BVT
O resultado deverá ser expresso em mg
AVALIAÇÃO:
- O limite estabelecido pela legislação nacional vigente para N-BVT é de 30 mg N/100g de pescado (BRASIL, 1980).
- Esta metodologia pode ser adaptada para farinhas de pescado e o limite para Controle de Qualidade deve ser estabelecido através de resultados de várias amostras padrões em conjunto com as determinações de outros parâmetros. É importante saber se neste produto foi adicionado algum ingrediente para conservação que pode alterar significativamente o resultado desta análise.
OBSERVAÇÃO FINAL:
Muitas vezes, contudo, a qualidade é sinônima de aparência e frescor, e se refere ao grau de deterioração existente no pescado e derivados. Para as autoridades governamentais, que estão principalmente interessadas em possíveis perigos para a saúde, boa qualidade significa ausência de agentes nocivos tais como parasitas, compostos químicos e organismos patogênicos (HUSS, 1988).
Para Contreras-Guzmán (1988), qualidade como um todo envolve a soma dos atributos físicos, sensoriais, químicos e microbiológicos dos alimentos e no pescado a qualidade está estreitamente ligada com o estado de frescor.
A qualificação do frescor envolve considerações relacionadas com o tempo e qualidade. A esta última contribuem muitos fatores, sendo, portanto, difícil encontrar um só ensaio que determine estes aspectos (MORGA, 1975).
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Mas, afinal, o que é qualidade?
Nunca se falou
tanto em qualidade como nesta última década. Em reuniões de dirigentes, em
seminários de treinamento, em pesquisas de mercado, nos meios acadêmicos, o
tema qualidade tem sido extensa e intensamente explorado. Fala-se muito em
qualidade.
Mas, afinal, o
que é qualidade?
A palavra
qualidade tem vários significados, dependendo de como é utilizada. Para um engenheiro,
qualidade significa aderência perfeita e conformidade às especificações e
padrões de referência do projeto do produto. Zero defeito é o nome atribuído
quando essas especificações e padrões são plenamente atendidos. Para um
estatístico, qualidade significa o menor desvio padrão possível em relação à
média aritmética, mediana ou qualquer medida estatística de posição. Variância
zero é o nome atribuído quando isso ocorre. Mas, para uma dona de casa, a
qualidade tem um outro significado completamente diferente. Como cliente ou
consumidora, a dona de casa não está preocupada com os conceitos do engenheiro
ou do estatístico: ela quer um produto ou serviço que satisfaça as suas
necessidades pessoais, algo que resolva seus problemas. O engenheiro e o
estatístico formulam conceitos de qualidade que podem ser utilizados
internamente dentro das organizações para a produção dos produtos ou serviços.
Mas, de nada adianta a qualidade interna se o cliente ou consumidor não está satisfeito
com o produto ou serviço que utiliza. Assim, existem dois tipos de conceitos de
qualidade: a qualidade interna, que constitui a maneira pela qual uma organização
administra a qualidade dos seus processos, produtos e serviços, e a qualidade
externa, que constitui a percepção que o cliente, consumidor ou usuário tem a
respeito do produto ou serviço que compra e utiliza. Não resta dúvida de que,
sem a qualidade interna, não se pode construir e manter a imagem da qualidade
externa.
sábado, 30 de março de 2013
Quatro erros que você pode cometer em uma negociação de trabalho
Durante uma
negociação de trabalho alguns erros podem atrapalhar. Veja como lidar com essa
situação e ser bem-sucedido
Negociações de trabalho podem influenciar na sua renda,
estilo de vida e até mesmo em seus relacionamentos. Por isso, antes de
negociar qualquer aspecto em seu ambiente de trabalho, você precisa
estar ciente de que precisa de estratégias e informações para conseguir o que
deseja. Porém, se você não se preparar para este momento, alguns deslizes podem
acabar com as suas chances de sucesso.
Se você deseja ter uma negociação bem-sucedida, confira
alguns erros que podem comprometer a sua negociação:
1) Não se preparar para a negociação
Antes de iniciar qualquer negociação no seu ambiente de trabalho, certifique-se de que você está preparado para essa situação. É importante conhecer suas necessidades e suas alternativas de negociação para que você não seja contestado.
Antes de iniciar qualquer negociação no seu ambiente de trabalho, certifique-se de que você está preparado para essa situação. É importante conhecer suas necessidades e suas alternativas de negociação para que você não seja contestado.
2) Não falar sobre números e dados
Durante uma negociação é importante que você tenha em mãos número e dados, como uma forma de garantia. Informações impressas sempre servem de provas para argumentar a seu favor. Se você não tiver nada que comprove as suas necessidades, não há como negociar.
Durante uma negociação é importante que você tenha em mãos número e dados, como uma forma de garantia. Informações impressas sempre servem de provas para argumentar a seu favor. Se você não tiver nada que comprove as suas necessidades, não há como negociar.
3) Não explicar o que você deseja
Se você pretende negociar alguma coisa, o primeiro passo é explicar claramente o que você deseja. Dessa forma, ambas as partes vão se preparar para argumentar e debater o assunto. Sem explicação será quase impossível chegar a um acordo.
Se você pretende negociar alguma coisa, o primeiro passo é explicar claramente o que você deseja. Dessa forma, ambas as partes vão se preparar para argumentar e debater o assunto. Sem explicação será quase impossível chegar a um acordo.
4) Mentir
Para negociar bem você precisa ser sincero. Mentiras só vão atrasar o processo de negociação. Para não cometer erros, seja franco e não perca tempo com conversas triviais. Vá direto ao ponto de discussão.
Para negociar bem você precisa ser sincero. Mentiras só vão atrasar o processo de negociação. Para não cometer erros, seja franco e não perca tempo com conversas triviais. Vá direto ao ponto de discussão.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Como Fugir das Estratégias de Manipulação no Trabalho
Quase que por definição, a vida corporativa (independente do setor e cargo) é tecida por negociações. E isso sempre implica em ceder algumas vezes, ganhar em outras. Quando elas são feitas com base em argumentos, você cresce na carreira.
O problema está quando a emoção, as informações evasivas ou falsas entram em cena. Consciente ou inconscientemente, você assume o papel de vítima ou criador de uma manipulação.
“Argumentar é uma arte difícil, não seduz todo mundo”, afirma Marie-Josette Brauer. Lançar mão de estratégias que impulsionem o outro a fazer o que você quer tende a ser mais fácil. Porém, quase nunca é a opção mais ética.
Aprenda quais são as estratégias de manipulação mais comuns e qual o comportamento para se esquivar de cada uma delas:
Estratégia de manipulação
1- Favores em cascata
Uma das estratégias mais comuns de manipulação, segundo Marie-Josette, é pedir um favor mais simples e, assim que ele for cumprido, pedir outro. É mais ou menos assim: “A pessoa pede para o outro digitar um relatório. Dali, meia hora a atividade está pronta e, diante disso, é feito outro pedido”, exemplifica. Sem ter muito como contra argumentar, a “vítima” acaba aceitando o novo pedido.
2- O impossível que induz ao sim
Colocar o outro em uma clássica “sinuca de bico” é outra estratégia clássica usada no ambiente corporativo.
O chefe chega e sugere uma missão impossível (como trabalhar no fim de semana para colocar tudo em dia). Você responde que não pode. Em resposta, ele pede o que realmente queria: o prolongamento do expediente atual. Sem ter como responder um outro não, você aceita – sem maiores ressalvas.
“A pessoa pede uma coisa impossível para então pedir pelo que realmente quer. Desse jeito, não há como você recusar”, descreve a especialista.
3- Perguntas que impelem para um sim automático
A armadilha psicológica é até simples: o manipulador faz um tiroteio de perguntas que necessariamente pressupõem um sim para, depois, pedir um favor. O resultado é certeiro: “É muito difícil depois de responder vários ‘sim’ dizer um ‘não’”, afirma a especialista.
4- Colocar medo para depois trazer o “alívio”
Uma das metáforas mais clássicas para manipuladores é a imagem de um lobo em pele de cordeiro. E a figura não é gratuita. Para ter o que quer, manipuladores tendem a cercar suas vítimas de medos para, então, oferecer uma proposta que ofereça ‘alívio’ e proteção contra o terror – que eles mesmos instalaram.
Ao longo da história, diversos governos totalitários se valeram desta tática para dominar populações inteiras. Da mesma forma que industrias, todos os dias, nos bombardeiam com informações ditas científicas para vender este ou aquele produto.
No mundo corporativo, a estratégia também é comum – apesar de mais sutil. Imagine a seguinte cena: você chega sempre atrasado ao trabalho. Seu chefe direto há muito tempo está incomodado com este hábito, mas não quer se indispor com você. Então, inventa que o chefe do chefe dele reclamou dos seus horários e que você deveria ficar esperto. Com medo de ser demitido, queimar sua reputação ou outros desvarios corporativos, você entra no papo dele e nunca mais perde hora.
Como escapar
“A manipulação acontece quando existem agendas ocultas. Quando um lado tem um interesse que não está explicito, nem exposto”, afirma o coach Homero Reis. Por isso, a principal estratégia para driblar uma estratégia de manipulação é confrontar o manipulador com perguntas que exijam clareza de intenções e argumentos.
“A manipulação acontece quando existem agendas ocultas. Quando um lado tem um interesse que não está explicito, nem exposto”, afirma o coach Homero Reis. Por isso, a principal estratégia para driblar uma estratégia de manipulação é confrontar o manipulador com perguntas que exijam clareza de intenções e argumentos.
Afinal, uma das bases da manipulação é a falta de objetividade. “A pessoa diz que fala, mas não fala. Diz e desdiz”, descreve Reis. Diante de um discurso manco e emocional assim, o antidoto mais eficaz é manter-se firme e claro – em seus interesses e questionamentos. Não fique em cima do muro, nem se deixe levar. “A manipulação nunca se sustenta diante da assertividade e de uma conversa clara”, afirma o especialista.
Fonte: Exame.com
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
RDC 59, AFE E PORTARIA 139 DE 21 DE MARÇO DE 2011 – ARLA 32, CONTEMPLANDO PROCEDIMENTOS DA NORMA ABNT NBR ISO 22241-3 E ISO 9001:2008
O QUE É A RDC 59 DA ANVISA?
A Resolução RDC 59 de 27 de junho 2000 (Boas Práticas de Fabricação / Distribuição) é um conjunto de requisitos exigidos pela ANVISA para que os fabricantes e distribuidores de produtos médicos e odontológicos adotem em suas empresas. Em outras palavras, é um Sistema de Gestão da Qualidade.
A RDC 59 da ANVISA (Boas Práticas de Fabricação /
Distribuição) é uma cópia do requisitos exigidos pelo FDA nos Estados Unidos, onde lá
é chamada de Good Manufacturing Practices .
A RDC 59 da ANVISA (Boas Práticas de Fabricação /
Distribuição) foi publicada em
três módulos:
- Introdução
(abrangência e definições)
- Requisitos, que são as obrigações (exigências) que as empresas devem adotar.
- Lista de Perguntas (Check List) para ser utilizado pelos Inspetores da ANVISA e pelos auditores internos da empresa em suas auditorias e na Auto-Inspeção feita pela empresa.
- Requisitos, que são as obrigações (exigências) que as empresas devem adotar.
- Lista de Perguntas (Check List) para ser utilizado pelos Inspetores da ANVISA e pelos auditores internos da empresa em suas auditorias e na Auto-Inspeção feita pela empresa.
O título original da RDC 59 da ANVISA é "Boas
Práticas de Fabricação de Produtos Médicos", mas pela falta de uma
resolução específica para distribuidores, a ANVISA emite certificados com o
título de Boas Práticas de Distribuição de Produtos Médicos. Sendo assim, a RDC
59 da ANVISA é aplicada tanto nos Fabricantes quanto nos Distribuidores. Na
prática, alguns requisitos não são exigidos para os Distribuidores.
Nota: na Lista de Perguntas (Check List) não existe um bloco de perguntas voltado para as Distribuidoras, existe somente para os Fabricantes e para Importadoras. No caso dos Distribuidores, fica a critério de cada inspetor decidir quais perguntas serão consideradas aplicadas.
Nota: na Lista de Perguntas (Check List) não existe um bloco de perguntas voltado para as Distribuidoras, existe somente para os Fabricantes e para Importadoras. No caso dos Distribuidores, fica a critério de cada inspetor decidir quais perguntas serão consideradas aplicadas.
A grande dificuldade de implantar a
RDC 59 da ANVISA (Boas Práticas de Fabricação / Distribuição) é a mesma dificuldade de implantar
outros sistemas da qualidade, tal como a ISO 9001, ou seja, a dificuldade está
na elaboração dos Procedimentos (muitas vezes chamados de POPs) e nos Registros
(que são os formulários). A resolução RDC 59 da ANVISA (Boas Práticas de Fabricação /
Distribuição), assim como todas as Normas de
Sistemas da Qualidade diz apenas o que deve ser feito e não como fazer, e é
exatamente "como fazer" que é um Procedimento.
A RDC 59 da ANVISA (Boas Práticas de Fabricação /
Distribuição) tem um agravante
durante as inspeções da ANVISA, que é a falta de padronização e preparo dos
inspetores. Digo inspetores porque eles mesmos assim o definem. Por
melhor que esteja o Sistema da Qualidade implantado, ou seja, por melhor
que estejam os procedimentos e registros, alguns inspetores vão fazer a velha
pergunta utilizada no século passado pelos auditores: "Onde está escrito
isto que você disse", fazendo assim, uma volta ao passado na forma de
elaborar procedimentos.
A RDC 59 da ANVISA (Boas Práticas de Fabricação / Distribuição) requer ajuda na implantação por
profissionais qualificados (consultores), ou seja, experientes e com
habilidades para transmitir conhecimento.
Outro fator importante na implantação
da RDC 59 da ANVISA (Boas Práticas de Fabricação / Distribuição)é a equipe de colaboradores da empresa que será responsável pela
utilização e adequação dos Procedimentos e Registros. Se a equipe é formada por
profissionais de competência limitada, o tempo de implementação será maior e o
resultado na inspeção será pior, pois, muitas vezes os colaboradores não sabem
dar uma resposta ao inspetor porque esqueceu em qual Procedimento está
documentado o assunto relacionado com a pergunta e em outros casos, o
colaborador acha que não está documentado, mas estava.
IMPLANTAÇÃO DE RDC 59:
Os regulamentos técnicos são
estabelecidos pelos governos através de um agente específico, visando garantir
a segurança e a saúde dos usuários de produtos para uso médico. A adaptação dos
equipamentos e de seus fabricantes aos regulamentos técnicos estimula melhorias
qualitativas nos produtos e processos de fabricação.
No Brasil os fabricantes e
distribuidores de equipamentos biomédicos seguem um regulamento a Resolução RDC
(Resolução da Diretoria Colegiada) Nº. 59 de 27 de junho de 2000.
A proposta é efetuar um
framework processual através de process approach (Cambridge approach) que
permita a implantação da RDC Nº. 59 de maneira que regulamente a indústria de
saúde perante o órgão fiscalizador (ANVISA).
O método é desenvolvido
utilizando-se a abordagem por processos e de folhas de tarefa, constituindo-se
num procedimento, onde a partir de um conjunto de ações operacionais com seus
respectivos indicadores, auxilie numa seqüência de atividades que sejam
planejadas e organizadas para atender todas as exigências da norma. O método
deve se mostrar factível, usável e útil. Dentro deste contexto convergiu-se em
um modelo detalhando todas as etapas da implantação, proposta que atende os
requisitos da norma RDC Nº. 59, mostrando que a metodologia é factível.
Ao mesmo tempo em que visa
proteger a integridade física dos usuários, a exigência de certificação pode
criar um ciclo virtuoso entre os sistemas regulador e produtivo. A adaptação
dos equipamentos e de seus fabricantes aos regulamentos técnicos estimula
melhorias qualitativas nos produtos e processos de fabricação. Sendo assim este
setor passou a observar mais cuidadosamente a importância de se atender às
exigências da legislação.
No Brasil os equipamentos
biomédicos seguem um regulamento que conforme sua classificação quanto ao
potencial de risco à saúde de seus usuários (pacientes e/ou operadores),
necessitam de registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
para que os fabricantes os lancem no mercado consumidor. Além disto, sua indústria deve estar inserida
dentro das boas práticas de fabricação obedecendo aos critérios estabelecidos
pela ANVISA através da Resolução RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) Nº. 59
de 27 de junho de 2000 (o título original da RDC Nº 59/2000 é "Boas Práticas
de Fabricação de Produtos Médico – BPF”). A Resolução RDC Nº 59/2000 de 27 de
junho 2000 é um conjunto de requisitos exigidos pela ANVISA para que os
fabricantes e distribuidores de produtos médicos e odontológicos adotem em suas
empresas. Em outras palavras, é um Sistema de Gestão da Qualidade.
Esse interesse decorre
inicialmente pela a garantia da qualidade do produto e, finalmente, a
segurança, o bem-estar e proteção do usuário. Em segundo lugar pela compreensão
das condições que proporcionam vantagens competitivas às empresas que cumprem
os requisitos estabelecidos pelas "Boas Práticas de Fabricação de Produtos
Médicos" como redução da incidência de reclamações dos consumidores,
ambiente de trabalho melhor, mais agradável, limpo e seguro.
A grande dificuldade de
implantar a RDC Nº 59/2000 é a mesma dificuldade de implantar outros sistemas
da qualidade, tal como a ISO 9001, ou seja, a dificuldade está na elaboração
dos Procedimentos e nos Registros. A resolução RDC Nº 59/2000 da ANVISA, assim
como todas as Normas de Sistemas da Qualidade diz apenas o que deve ser feito e
não como fazer.
Outro fator importante na implantação da norma é
o planejamento e o comprometimento da alta direção e da equipe de colaboradores
da empresa que será responsável pela utilização
e adequação dos Procedimentos e Registros.
O cumprimento da RDC nº
59/2000 tem sido encarado, na maioria das vezes, como um mal necessário ou mais
uma mera exigência cartorial, o que se traduz em uma visão míope e de pouco
futuro. Em outras palavras, uma vez que a mesma é compulsória, não conseguem
estender e fazer da RDC um pilar para o desenvolvimento de um Sistema de Gestão
Empresarial, ganhando com isto uma visão sistêmica de todo o negócio e de toda
a cadeia de relações de autoridades, responsabilidades, objetivos estratégicos,
resultados esperados e alcançados na qual está inserido. A integração do
Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) com os objetivos estratégicos do negócio é
um desafio para muitas empresas. Muitas companhias freqüentemente vêem o
sistema da qualidade como responsabilidade única e exclusiva do departamento da
qualidade.
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