Toda empresa industrial, que se respeita e pretende desenvolver-se cada vez mais, deve basear-se nos seguintes princípios:
1º) O verdadeiro objetivo de uma indústria não é ganhar dinheiro e sim bem servir ao público, produzindo artigos de fabricação conscienciosa e vendendo-os pelos preços mais moderados possíveis. A indústria que se norteia por estes princípios nunca pára de crescer, nem de desdobrar-se em benefícios para todos que cooperam. Torna-se uma obra de paciência, consciência e boa vontade - três elementos sem os quais nada se consegue no mundo.
2º) Uma empresa industrial depende da cooperação de três elementos: os diretores, os operários e o consumidor. Sem o concurso destes três fatores a indústria não pode subsistir. Assim, os diretores, os operários e o consumidor funcionam como sócios da empresa e nessa qualidade têm o direito à participação nos lucros.
O sócio consumidor participa dos lucros, recebendo artigos cada vez mais caprichados e por preços cada vez mais baixos. A indústria que procura lesar esse sócio, impingindo artigos malfeitos e caro, não é indústria, é pirataria.
O sócio operário participa dos lucros sob formas de constantes aumentos de salários. A indústria que não sabe ou não pode proporcionar este lucro ao sócio-operário, não cumpre a sua alta missão.
O sócio capitalista participa dos lucros sob forma de dividendos razoáveis. Ele forneceu o capital necessário à montagem da indústria e tem direito a uma remuneração proporcional.
3º) Os diretores da empresa fazem parte do seu operariado, com a única diferença que lhes cabe o trabalho mental da organização e da coordenação. A eles incube promover, com inteligência e segurança, a venda dos produtos, de modo que nunca falte trabalho na fábrica e que, pela boa direção dos negócios, os três sócios aufiram os lucros a que têm direito.
Mas a todo direito corresponde um dever. O dever do sócio capitalista é não desprezar os outros sócios, querendo tudo para si; é contentar-se com uma quota justa, que não sacrifique o sócio-consumidor nem o sócio-operário.
O dever do sócio operário é dar à empresa a soma de trabalho que, ao nela ser admitido, se comprometeu a dar. Tanto lesa a indústria e a aniquila o mau padrão como o mau operário. Por mau operário entende-se todo aquele que trabalha de má vontade, procurando nas horas de oficina "encher o tempo" em vez de produzir. O operário que assim procede prejudica a si próprio, a sua família e a sociedade em que vive. Se todos fizessem o mesmo, o que sucederia? A empresa cessaria de dar lucros, teria de baixar os salários e, por fim, fechar as portas, privando de trabalho inúmeras criaturas humanas.
Precisamos não esquecer nunca de que o trabalho é a lei da vida.
Sem trabalho não se vive. Tudo que na Terra existe a mais da natureza é produto do trabalho humano. Só o trabalho pode melhorar as condições de vida dos homens. Se assim é, nada mais inteligente do que trabalhar com alegria, consciência e boa vontade.
Nas empresas industriais de alto tipo, o salário é uma forma prática de dar ao sócio-operário a sua parte nos lucros da produção. Mas como há de uma empresa auferir lucros suficientes para isso, se o operário produz pouco e de má vontade? Quem paga o salário não é o capital. Este apenas fornece as máquinas. Quem paga o salário é a produção, o que vale dizer que o operário se paga a si próprio. Ora, se assim é, quanto maior, mais eficiente, mais econômica e rápida for a produção, mais os lucros avultam e maiores serão os salários. Como podem pretender melhoria de salário o operário que produz mal, se o salário é uma conseqüência da sua produção?
A economia de tempo e material representa lucro e aumento de salário. Quem pode fazer um serviço em uma hora e o faz em duas; quem perde um minuto que seja de trabalho lesa a empresa e lesa, portanto, a si próprio. No fim do ano, a soma desses pequenos desperdícios representa muito. A empresa que consegue evitá-los habilita-se a beneficiar o público com melhoria de preços e ao operário com melhoria de paga.
Trabalharemos, pois, com amor e com bondade, conscientes de que somos um organismo capaz de ir ao infinito, se todas as células cooperarem em harmonia para o fim comum. Podemos nos transformar numa empresa que nos orgulhe a todos - e a todos beneficie cada vez mais. Para isto, o meio é a preocupação constante de produzir com o mais alto rendimento em perfeição e presteza.
Quem não pensar assim prestará um verdadeiro serviço à empresa, ao público e aos seus colegas, retirando-se. Nossa empresa saiu do nada, é filha de um modesto livrinho e tendo mil obstáculos já faz honra a São Paulo. Mas devemos considerá-la apenas como um início do que poderá vir a ser. Está em nossas mãos torná-la um jequitibá majestoso a cuja sombra todos nós possamos no abrigar - nós e mais tarde nossos filhos. Mas, se não trabalharmos com boa vontade e consciência do que estamos fazendo, o jequitibá não assumirá nunca a majestade que tem na floresta e não dará a sombra de que todos precisamos.
Mundo da Lua e Miscelânea, Vol. 10 da 1ª Série das Obras Completas de Monteiro Lobato, Editora Brasiliense Ltda., 1948
sábado, 5 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
FATORES QUE INFLUENCIAM NO AMBIENTE DE TRABALHO
FLEXIBILIDADE:
Reflete a percepção do pessoal sobre normas e procedimentos - se são realmente necessários ou mera burocracia. Revela, ainda, se o pessoal crê que ali se aceitam novas idéias. Em climas de alto desempenho, há alta flexibilidade.
RESPONSABILIDADE:
Significa o grau de autonomia do indivíduo no trabalho, até onde se sente livre para ir sem orientação do chefe. Em ambientes de alto rendimento, o pessoal se sente muito responsável. Um líder exigente que abusa dos estilos diretivos e marcador de ritmo, como costuma ocorrer, restringe ou destrói a flexibilidade e a responsabilidade na equipe.
PADRÕES:
Representam o grau de importância que, na opinião do pessoal, a empresa dá a excelência - a metas elevadas, mas atingíveis. Revela, ainda, se os chefes exigem que o pessoal dê o melhor de si. Quando os padrões são fortes, a pessoa confia na própria capacidade de enfrentar os desafios da empresa.
PREMIAÇÃO:
É um fator que indica se as pessoas sentem que estão recebendo um feedback objetivo e regular e sendo justamente recompensadas. Embora remuneração e reconhecimento formal sejam importantes, o peso maior aqui vai para um feedback imediato, específico e diretamente ligado ao desempenho.
CLAREZA:
Significa que todos sabem qual sua função e entendem qual a ligação daquilo que fazem com as metas da organização. Estudo após estudo, tal dimensão do ambiente de trabalho mostrou ter o elo mais forte com a produtividade. Sem clareza, os demais elementos do ambiente em geral sofrem. Um líder de alta clareza costuma adotar os estilos visionário, participativo e orientador.
COMPROMISSO COM A EQUIPE:
Significa o grau em que o indivíduo se orgulha de pertencer a uma equipe ou organização e sua crença em que todos trabalham com as mesmas metas. Quanto mais aceitos os valores de equipe, e maior seu compromisso com equipe, e maior seu compromisso com o desempenho, maior o orgulho. Um ambiente com altos níveis de padrões, clareza e compromisso com a equipe - e, no máximo, um ponto deficiente nas outras dimensões - é bastante forte.
Um ambiente sem deficiências sérias em padrões, clareza ou compromisso com a equipe - mas com duas lacunas em outros dois fatores -, ainda assim pode ser energizante. Com uma deficiência mais, será neutro ou desmotivante.
Num ambiente desses, o pessoal tende a fazer o mínimo necessário - em detrimento do desempenho.
Reflete a percepção do pessoal sobre normas e procedimentos - se são realmente necessários ou mera burocracia. Revela, ainda, se o pessoal crê que ali se aceitam novas idéias. Em climas de alto desempenho, há alta flexibilidade.
RESPONSABILIDADE:
Significa o grau de autonomia do indivíduo no trabalho, até onde se sente livre para ir sem orientação do chefe. Em ambientes de alto rendimento, o pessoal se sente muito responsável. Um líder exigente que abusa dos estilos diretivos e marcador de ritmo, como costuma ocorrer, restringe ou destrói a flexibilidade e a responsabilidade na equipe.
PADRÕES:
Representam o grau de importância que, na opinião do pessoal, a empresa dá a excelência - a metas elevadas, mas atingíveis. Revela, ainda, se os chefes exigem que o pessoal dê o melhor de si. Quando os padrões são fortes, a pessoa confia na própria capacidade de enfrentar os desafios da empresa.
PREMIAÇÃO:
É um fator que indica se as pessoas sentem que estão recebendo um feedback objetivo e regular e sendo justamente recompensadas. Embora remuneração e reconhecimento formal sejam importantes, o peso maior aqui vai para um feedback imediato, específico e diretamente ligado ao desempenho.
CLAREZA:
Significa que todos sabem qual sua função e entendem qual a ligação daquilo que fazem com as metas da organização. Estudo após estudo, tal dimensão do ambiente de trabalho mostrou ter o elo mais forte com a produtividade. Sem clareza, os demais elementos do ambiente em geral sofrem. Um líder de alta clareza costuma adotar os estilos visionário, participativo e orientador.
COMPROMISSO COM A EQUIPE:
Significa o grau em que o indivíduo se orgulha de pertencer a uma equipe ou organização e sua crença em que todos trabalham com as mesmas metas. Quanto mais aceitos os valores de equipe, e maior seu compromisso com equipe, e maior seu compromisso com o desempenho, maior o orgulho. Um ambiente com altos níveis de padrões, clareza e compromisso com a equipe - e, no máximo, um ponto deficiente nas outras dimensões - é bastante forte.
Um ambiente sem deficiências sérias em padrões, clareza ou compromisso com a equipe - mas com duas lacunas em outros dois fatores -, ainda assim pode ser energizante. Com uma deficiência mais, será neutro ou desmotivante.
Num ambiente desses, o pessoal tende a fazer o mínimo necessário - em detrimento do desempenho.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Conflitos no ambiente de trabalho
Se o sentimento de "salvar a pele a qualquer custo" começa a se mostrar naqueles que pareciam mais do que um colega de trabalho para você, é hora de acionar o alerta.
O temor desnecessário de não ser a estrela do time faz com que atitudes com os colegas tenham um falsete. Geralmente omite informações para manter-se apreciável.
Tenha flexibilidade para aceitar esta situação, maleabilidade para adaptar-se (facilmente) a estas atitudes inesperadas, sem desestabilizar-se.
Use qualidades que fazem parte de seu perfil como pro atividade, bom-senso, conhecimento, para reverter para uma situação transparente em uma posição privilegiada e de confiança, com aquisição do respeito profissional de todos os envolvidos na sua gestão.
Partindo da premissa que os conflitos de relacionamentos existem em todas as áreas de nossas vidas, no ambiente de trabalho não poderia ser diferente, procure ignorar as diferenças pessoais de seu colega de trabalho e entender o porquê ele diverge quanto às suas idéias; mostre que você está aberto a opiniões dos colegas, humildade não é atitude negativa e sim uma virtude; reconheça o bom trabalho dos colegas, isto fortalece o relacionamento.
Boa sorte e sucesso
O temor desnecessário de não ser a estrela do time faz com que atitudes com os colegas tenham um falsete. Geralmente omite informações para manter-se apreciável.
Tenha flexibilidade para aceitar esta situação, maleabilidade para adaptar-se (facilmente) a estas atitudes inesperadas, sem desestabilizar-se.
Use qualidades que fazem parte de seu perfil como pro atividade, bom-senso, conhecimento, para reverter para uma situação transparente em uma posição privilegiada e de confiança, com aquisição do respeito profissional de todos os envolvidos na sua gestão.
Partindo da premissa que os conflitos de relacionamentos existem em todas as áreas de nossas vidas, no ambiente de trabalho não poderia ser diferente, procure ignorar as diferenças pessoais de seu colega de trabalho e entender o porquê ele diverge quanto às suas idéias; mostre que você está aberto a opiniões dos colegas, humildade não é atitude negativa e sim uma virtude; reconheça o bom trabalho dos colegas, isto fortalece o relacionamento.
Boa sorte e sucesso
terça-feira, 1 de março de 2011
Não tenha medo do silêncio!
"Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando, e que devemos ficar em silêncio para escutá-la. Existem muitas vozes além das nossas. Muitas vozes. Só vamos escutá-las em silêncio..." (Chefe Sioux)
O excesso de informações, ruídos e sons humanos que invadem a nossa vida, são responsáveis, em boa parte, pelo cansaço físico e mental sentido no final de um dia de trabalho ou de estudos.
Sem percebermos, surgem sintomas sinalizando que alguma coisa não anda bem na nossa saúde. Porém, apesar do sinal emitido pelo organismo, não diminuimos o ritmo da "máquina" e continuamos dando força máxima no encalço dos objetivos a serem alcançados. Voltamos para casa, no fim do dia, mas continuamos envolvidos em problemas e cercados de sons humanos, ruídos e informações eletrônicas.
No dia seguinte, a má qualidade do sono em uma noite mal dormida, é compensada por doses de café, onde a cafeína tem a função de manter o corpo e a mente "ligados" para mais um dia de trabalho. E lá vamos nós para mais uma batalha na cidade, rodeados de barulho por todos os lados...
Ao chegarmos no local de trabalho, a pressão sobre o nosso corpo e a nossa mente, segue impiedosamente: pessoas que falam alto ou gritam. Informações e mais informações que temos de dar conta na tarefa a qual executamos. E os ruídos que vem do ambiente externo a penetrar em nossos ouvidos.
Mais doses de cafeína para reanimar a máquina humana que não pode parar de pensar e executar. Logo, surge a tradicional dor de cabeça de "horário marcado", ou a tonturinha passageira, ou ainda, a sudorese de origem desconhecida, mas sem maiores consequências imediatas...
Até o momento que o organismo, como um todo, não aguenta mais e entrega os pontos através de somatizações traduzidas em desequilíbrios na saúde por estresse, ou seja, esgotamento físico e mental. É o colapso!
Portanto, antes que o colapso aconteça, a "terapia" do silêncio para quem tem uma vida agitada nos centros urbanos, é de grande valia no sentido de disciplinar - ou reeducar - a mente para alcançar o bem-estar vital.
As compulsões no falar e no agir são as grandes vilãs da saúde do homem nos tempos modernos. O ser inteligente, precisa entender que o sucesso material por si só é vazio, e o vazio interior se preenche com consciência de si mesmo. E nessa direção, o indivíduo que apresenta traço compulsivo em seu comportamento diário, deve curar esse desequilíbrio psíquico-espiritual através de um melhor nível de autoconhecimento. Conhecendo-se melhor, ele terá um melhor controle sobre as suas emoções, que quando desequilibradas, tornam-se o combustível dos comportamentos compulsivos de característica obsessiva.
O silêncio como aprendizado gera a paz interior tão necessária nos dias atuais. E o exercício da paz interior começa pela consciência de si mesmo, isto é, a percepção de si próprio inserido em um contexto universal e interdimensional chamado vida.
As psicoterapias que lidam com a natureza interdimensional do ser humano, a meditação e as religiões que pregam a reencarnação como inerente ao indivíduo dotado de inteligência, livre arbítrio e imensa capacidade de expansão da consciência, são as bases de um processo de autodescobrimento e cura de traços obsessivos e compulsivos que o espírito traz de outras vidas e que devem ser elevados à luz da consciência.
A sabedoria dos índios norte-americanos, fundamentada em uma cultura multisecular, ilustra o que precisamos aprender a respeito do silêncio como mestre. Para eles, o silêncio era um "velho conhecido" por ser mais poderoso que as palavras faladas. Gerações e gerações de índios foram educados na escola do silêncio. "Observa, escuta e logo atua", diziam os anciães para os jovens índios. "Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos. E então aprenderás. Quando tiveres observado o suficiente, então poderás atuar".
Chandra Mohan Jain, um professor de filosofia mais conhecido mundialmente como Osho, que entre outros ideais, pregava a busca da liberdade pela meditação, deixou-nos uma interessante mensagem sobre o silêncio: "Neste mundo barulhento, nos acostumamos aos gritos e sons, e muitas vezes diante disso nos viciamos em terapias que visam exclusivamente a catarse. Então, por um momento acontece. O silêncio baixa e percebemos o silêncio amoroso de simplesmente ser. Tão gostoso, tão único porque tão sutil e raro".
Não tenha medo do silêncio. Faça do silêncio o seu mestre. Adote, pois, o silêncio interior como ferramenta de seu autoconhecimento. Silêncio que deve transitar livremente entre o inconsciente e o consciente, libertando-a para que torne-se uma pessoa mais realizada e feliz.
por Flávio Bastos
Texto revisado
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